Doença Renal do Diabetes (DRD) e a relação com a Trombose

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Doença Renal do Diabetes (DRD) e a relação com a Trombose

As complicações vasculares são umas das mais frequentes e com mais alta mortalidade em pacientes com diabetes.

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DRD e Trombose

As complicações vasculares são umas das mais frequentes e com mais alta mortalidade em pacientes com diabetes.

Uma dessas complicações vasculares, a doença renal do diabetes (DRD), que resulta de danos nos vasos sanguíneos dos rins, é uma das mais graves, podendo levar à necessidade de diálise ou transplante renal. Além disso, o diabetes e a DRD estão associados a um outro problema vascular: a trombose. A trombose é caracterizada pela coagulação do sangue no interior dos vasos sanguíneos em um ou mais locais não adequados (lembremos que a coagulação é um mecanismo de defesa do organismo contra sangramentos).

Por que o diabetes aumenta as chances de trombose? Isso se deve ao fato de os pacientes com essa doença apresentarem:

  • Aumento dos fatores de coagulação; 
  • Aumento dos radicais livres de oxigênio (moléculas que resultam do metabolismo do nosso corpo); 
  • Aumento da atividade das plaquetas (estruturas sanguíneas responsáveis pela formação dos coágulos); 
  • Danos nas paredes internas dos vasos sanguíneos, causados pelo aumento da glicose no sangue.

Todos esses fatores levam ao aumento da formação de coágulos no sangue. Como essas alterações também podem causar a DRD, se você tem essa doença é importante conversar com o seu médico sobre as chances de você também apresentar trombose.

A boa notícia é que a trombose pode ser prevenida e tratada. O controle da glicemia em pacientes com diabetes pode diminuir muito a hiperreatividade das plaquetas, bem como os demais fatores citados acima e, consequentemente, o desenvolvimento de trombose. Além disso, existem medicamentos que podem ajudar nessa tarefa. Consulte o seu médico para saber mais!

Referências:

1. Alsharidah, AS. Blood Res. 2022 Jun 30;57(2):101-105. doi: 10.5045/br.2022.2021204. 

2. Vaidya, AR et al. Antioxidants (Basel). 2021 Apr 29;10(5):706. doi: 10.3390/antiox10050706. 

3. Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Disponível em: https://sbacv.org.br/. Acesso em 11/2023.

 

PP-UN-CAR-BR-0113-1 | DEZEMBRO 2023

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Trombose
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Rins, olhos e coração - entenda as complicações do diabetes

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Rins, olhos e coração: entenda as complicações do diabetes 

O diabetes é uma condição crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue. Esse aumento pode acontecer devido a defeitos na secreção ou na ação da insulina. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e sua principal função é favorecer a entrada da glicose nas células para gerar energia. Quando acontece a falta da insulina ou defeito na sua ação, ocorre um aumento no nível de glicose no sangue caracterizando a hiperglicemia.  

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O diabetes é uma condição crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue. Esse aumento pode acontecer devido a defeitos na secreção ou na ação da insulina. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, cuja principal função é favorecer a entrada da glicose nas células para gerar energia. Quando acontece a falta da insulina ou defeito na sua ação, ocorre um aumento no nível de glicose no sangue caracterizando a hiperglicemia. 

 

O diabetes é uma condição progressiva que tem grande impacto na saúde de órgãos vitais do nosso corpo. Quando não é bem controlado, pode gerar diversas complicações, que podem ser evitadas ou retardadas com o tratamento adequado. Entre as complicações causadas pelo diabetes estão as doenças cardiovasculares, hipertensão, insuficiência renal, perda de visão e até amputação de membros. 

Veja algumas das complicações que podem ser causadas pelo diabetes:

Rins

Qualquer pessoa com diabetes corre o risco de desenvolver doença renal. Com a exposição prolongada a altos níveis de açúcar e a combinação de outras condições como a hipertensão, os rins vão perdendo a capacidade de filtrar o sangue e de eliminar os resíduos produzidos pelo organismo, como a ureia e creatinina. 

 

A doença nos rins não apresenta sintomas precoces. Apesar de silenciosa, a progressão da doença renal pode levar à necessidade de diálise ou transplante renal, com grande impacto na qualidade de vida. Para se ter uma ideia, mais de 30% dos pacientes em diálise no Brasil possuem diabetes tipo 2. Por esse motivo, é importante fazer acompanhamento médico regular para que os exames adequados sejam solicitados e a saúde renal vigiada de perto.

Diagnóstico

É feito através dos exames de creatinina no sangue e albumina na urina (uma amostra isolada de urina é suficiente). Esses exames devem ser feitos no mínimo uma vez por ano. Quanto mais precoce a detecção da doença, mais rápido o tratamento é iniciado para que se consiga retardar a sua progressão.     

Tratamento

Atualmente existem alguns medicamentos que compõem o tratamento da doença renal do diabetes. Consulte um médico para saber mais. 

   

 

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Lembre-se que controlar adequadamente o açúcar no sangue (glicemia) é o primeiro passo para tratar essas disfunções: siga corretamente a prescrição do seu médico, tenha uma alimentação saudável e pratique exercícios, com orientação profissional. Apenas profissionais devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar medicamentos.  As informações aqui disponíveis possuem apenas caráter educativo.  

Olhos

O Edema Macular Diabético é uma das complicações do diabetes. Essa doença ocorre quando os vasos sanguíneos dos olhos ficam frágeis e vazam ou se rompem, liberando sangue, líquidos e substâncias para as camadas da retina, atingindo a mácula, região responsável pela formação de imagens. 

Quais são os sintomas?

O paciente com Edema Macular Diabético pode não apresentar sintomas no início, sendo muitas vezes diagnosticado apenas no estágio mais avançado. 

Por esse motivo, o acompanhamento periódico é essencial para o diagnóstico precoce. 

Quais os riscos?

O Edema Macular Diabético pode causar danos irreversíveis à visão, levando até mesmo à cegueira. 

Diagnóstico

Os exames realizados para identificar o Edema Macular Diabético são: 

Retinografia

Angiografia

Tomografia de coerência óptica

Mapeamento de retina

EDEMA MACULAR DIABÉTICO

Tratamento

Laser

Medicamentos anti-VEGFs

Corticosteroides

O tratamento pode ser longo e durar vários meses até a estabilização da condição. Durante esse período, é importante seguir o regime recomendado pelo oftalmologista para que ele seja efetivo. 

 
Além do tratamento para o edema macular, é importante manter o controle da glicemia. As consultas regulares ao endocrinologista e ao oftalmologista são as melhores formas de cuidar da visão e prevenir doenças. 

Coração e cérebro

O diabetes altera a capacidade do organismo de processar as gorduras, levando à formação de placas nos vasos sanguíneos, condição conhecida como aterosclerose. Com o entupimento das coronárias, artérias que irrigam o coração, ou das artérias cerebrais, que levam sangue até o cérebro, aumentam bastante as chances de um infarto ou de um acidente vascular cerebral (também conhecido como derrame). 

Diagnóstico

O diagnóstico da aterosclerose é feito por meio de exames laboratoriais que avaliam o perfil lipídico, como, por exemplo, o colesterol. Exames de imagem e teste de esforço (esteira) também podem ser solicitados. 

Tratamento

Tratar adequadamente a hipertensão e o diabetes, ter uma alimentação saudável, parar de fumar, diminuir o sobrepeso e praticar atividade física regular são comportamentos que reduzem o risco para aterosclerose e, seguramente, fazem parte do tratamento dessa doença. Além disso, pode ser necessário utilizar medicamentos. Em todos os casos, o acompanhamento médico é fundamental. 

Dicas para preservar a sua visão e seus rins:

  1. Se você tem diabetes, converse com seu médico sobre como controlar o açúcar no sangue. O alto nível de açúcar danifica os vasos sanguíneos da retina e dos rins. 

  2. Você tem pressão alta, sobrepeso, alta taxa de colesterol? Pergunte ao seu médico sobre maneiras de gerenciar e tratar esses problemas. 

  3. Faça exames oftalmológicos e de função renal anuais. As complicações nesses órgãos podem ser detectadas antes mesmo de você notar qualquer sintoma. 

  4. Se notar alterações na visão em um ou ambos os olhos, consulte um oftalmologista com urgência. 

Referências:

1.O que é Diabetes? Disponível em: <https://www.endocrino.org.br/o-que-e-diabetes>. Acesso em: 5 Out. 2023. 

2. Diabetes Mellitus (Diabetes). Disponível em: <https://www.sbn.org.br/orientacoes-e-tratamentos/doencas-comuns/diabetes-mellitus-diabetes/>. Acesso em: 5 Out. 2023.

3. Diabetes. Disponível em: <https://diabetes.org.br/#diabetes>. Acesso em: 5 Out. 2023.

4. Quais os sintomas do Diabetes? Disponível em: <https://adj.org.br/diabetes/sintomas/>. Acesso em: 5 Out. 2023.

5. Alves, B. / O. / O.-M. Diabetes | Biblioteca Virtual em Saúde Ms. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/diabetes/>.

6. Saiba quais são e como evitar as complicações do Diabetes. Disponível em: <https://adj.org.br/diabetes/complicacoes-do-diabetes/>. Acesso em: 5 Out. 2023.

7. Alves, B. / O. / O.-M. Aterosclerose e Arteriosclerose | Biblioteca Virtual Em Saúde Ms. Disponível em: <https://bvsms.saude. gov.br/aterosclerose-e-arteriosclerose/>.

8. Nih-National Eye Institute. Facts About Diabetic Eye Disease. Disponível em: https://nei.nih.gov/health/diabetic/retinopathy; Último acesso em Setembro de 2019.

9. American Academy Of Ophthalmology. Macular Edema Symptoms. Disponível em: https://www.aao.org/eye-health/diseases/macularedema-symptoms; Último acesso em setembro de 2019.

10. Wong Ty, Et Al. Guidelines On Diabetic Eye Care: The International Council Of Ophthalmology Recommendations For Screening, Follow Up, Referral, And Treatment Based On Resource Settings. Ophthalmology. 2018 Oct;125(10):1608-22.

11. Motta, M. M. Dos S.; Coblentz, J.; Melo, L. G. N. De. Aspectos Atuais Na Fisiopatologia Do Edema Macular Diabético. Revista Brasileira De Oftalmologia, V. 67, N. 1, P. 45–49, Fev. 2008.

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Rim e coração: você sabe a relação entre eles?

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Rim e coração: você sabe a relação entre eles?

A dupla de órgãos responsáveis pela filtragem do sangue desempenha papel importante para o bom funcionamento do organismo.

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A dupla de órgãos responsáveis pela filtragem do sangue desempenha papel importante para o bom funcionamento do organismo.

 

Os rins representam uma dupla vital para o bom funcionamento do corpo humano. Constantemente, eles fazem uma “faxina” no organismo, resultante do processo de filtragem do sangue. Enquanto o coração é a “bomba” que leva sangue para todas as áreas do corpo, os rins são os responsáveis por sua limpeza.

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Funcionamento dos rins

Os rins removem resíduos presentes no sangue, auxiliando no controle da pressão arterial e beneficiando o coração. Por outro lado, os rins são órgãos muito vascularizados e precisam que o sangue circule adequadamente para funcionar. Rins e coração trabalham sempre em parceria, desempenhando funções que se complementam. Por essa razão, doenças cardiovasculares3 podem promover o desenvolvimento de patologias renais e vice-versa.

 

De acordo com a nefrologista Shirley Damasceno, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, muitas vezes, o paciente renal crônico também tem alterações cardíacas. É importante buscar atendimento médico de forma rotineira, para que um órgão não afete o funcionamento do outro. “A primeira coisa com relação ao paciente renal é o controle da diabetes e da hipertensão. Nos estágios mais elevados das doenças, o tratamento é com a hemodiálise ou a diálise peritoneal”, afirmou em notícia do Ministério da Saúde4.

 

Problemas como a hipertensão arterial, o diabetes e o colesterol alto são fatores de risco para o desenvolvimento tanto de doenças renais quanto de complicações cardíacas. Portanto, pessoas com essas condições de saúde devem redobrar os cuidados, monitorando a saúde renal. Quem cuida dos rins acaba cuidando também do coração. Leia também: Como vai o seu coração? Saiba como reduzir fatores de risco cardíaco!5

Saúde dos rins

Cuidados básicos como beber muita água diariamente, manter uma alimentação7 nutritiva e balanceada, dormir bem e praticar exercícios físicos são recomendações gerais para promover a saúde. Uma rotina com bons hábitos pode evitar que os rins sejam prejudicados por diabetes, hipertensão, cálculos renais, infecções e até mesmo prevenir o desenvolvimento de câncer no órgão.

 

Também é recomendável avaliar o estado dos rins regularmente e buscar a orientação de um nefrologista, já que algumas doenças renais são assintomáticas. O médico pode solicitar exames de urina, sangue, testes de imagens e, em alguns casos, biópsia renal.

 

“É importante que a presença de alguns sinais e sintomas levantem a hipótese da presença de doença renal. São eles: espuma e/ou sangue na urina, inchaço (edema), anemia, hipertensão arterial e aumento do número de micções durante a noite”, afirmou Marcelo Mazza do Nascimento, nefrologista e presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), em notícia do portal UOL8.

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Retinopatia diabética pode afetar a visão

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Retinopatia diabética pode afetar a visão

O Diabetes ocorre porque o pâncreas não consegue produzir insulina e/ou o corpo não consegue usar a insulina corretamente. Isso provoca altos níveis de glicose no sangue, o que precisa ser tratado para prevenir complicações graves à saúde. Esse acúmulo de glicose no sangue pode afetar todo o organismo, desde os olhos até os pés.

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Diabetes

O Diabetes ocorre porque o pâncreas não consegue produzir insulina e/ou o corpo não consegue usar a insulina corretamente. Isso provoca altos níveis de glicose no sangue, o que precisa ser tratado para prevenir complicações graves à saúde. Esse acúmulo de glicose no sangue pode afetar todo o organismo, desde os olhos até os pés.

Retinopatia Diabética

O que é?

Retinopatia Diabética (RD) é a doença ocular diabética mais comum, além de ser a causa mais frequente de novos casos de cegueira em adultos com idade entre 20 e 74 anos.

A RD ocorre quando os vasos sanguíneos são danificados devido ao Diabetes. Isso afeta a retina, tecido na parte de trás do olho, e a mácula, parte da retina que permite que cada pessoa veja detalhes finos claramente.

Níveis elevados de glicemia podem enfraquecer, danificar ou bloquear os vasos sanguíneos na retina, evitando que receba sangue e/ou oxigênio suficientes.

Às vezes, a parede do vaso sanguíneo pode se romper, resultando em vasos danificados que vazam sangue e fluido para a retina central, causando acúmulo em uma área da mácula. Isso faz a mácula inchar e ficar mais espessa, o que pode afetar a capacidade de ver corretamente.

Anatomia Olhos Infográfico

Edema Macular Diabético (EMD)

O que é?

O Edema Macular Diabético (EMD), associado à Retinopatia Diabética (RD), é uma das maiores causas de cegueira em pessoas com Diabetes. Estima-se que o EMD afete cerca de 21 milhões de pessoas em todo o mundo.

O EMD está associado ao inchaço ou espessamento da retina e vazamento de sangue e fluido na mácula, uma pequena área na parte de trás do olho que permite a nitidez da visão. Isso dá início a uma série de processos, incluindo o desencadeamento de altos níveis de Fatores de Crescimento Endotelial Vascular, chamados de VEGF.

O excesso de VEGF contribui com o vazamento dos vasos sanguíneos e, em última instância, faz com que a mácula inche e fique mais espessa.

Edema Macular Diabético (EMD)

O inchaço da mácula reduz a clareza ou a nitidez da visão a uma distância, além de desfigurá-la. Se não for tratado, pode levar à perda visual severa e até mesmo permanente.

Quando tratada em seu estágio inicial, a perda visual pode ser adiada, interrompida e até mesmo revertida.

Sintomas

Como a perda visual pode ocorrer muito rapidamente, é importante fazer exames regulares antes de os sintomas aparecerem. Contudo, metade dos pacientes com Diabetes não fazem exames dos olhos regularmente e são diagnosticados quando é tarde demais para o tratamento ser eficaz.

 

Além de perda visual relacionada ao EMD, existem outros problemas visuais causados pelo Diabetes que também merecem atenção e podem precisar de tratamento. Por isso, é muito importante sempre conversar com o oftalmologista sobre a prevenção e os exames necessários para identificar e monitorar potenciais complicações.

 

Ao primeiro sinal desses sintomas, é muito importante consultar um especialista em retina para ter a melhor chance de preservar a visão.

Conheça os sintomas visuais causados pela doença:

• Pontos de perda visual;

• Visão embaçada;

• Visão distorcida;

• Cores que parecem desbotadas ou apagadas.

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O paciente com Diabetes deve fazer os exames oftalmológicos regularmente. 

Fatores de risco

Qualquer pessoa com Diabetes tipo 1 ou tipo 2 está em risco de desenvolver Retinopatia Diabética (RD) e Edema Macular Diabético (EMD).Por isso, é importante que os pacientes com Diabetes façam exames oftalmológicos detalhados, pelo menos uma vez ao ano.

 

Quanto mais tempo se vive com Diabetes, maiores são as chances de desenvolver EMD. Alguns dos fatores de risco associados à Diabetes:

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HIPERGLICEMIA

 

Níveis altos de açúcar no sangue aumentam o risco de desenvolver EMD.

 

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DISLIPIDEMIA


Níveis anormais de colesterol e triglicérides podem aumentar o risco de EMD.

HIPERTENSÃO

HIPERTENSÃO


Pressão arterial elevada e o dano que esta alteração causa aos órgãos são fatores de risco para EMD.

NEFROPATIA

NEFROPATIA


Doença renal, doença cardiovascular ou doença cardíaca também aumentam o risco.

TABAGISMO

TABAGISMO


Aumenta o risco de RD, o que está associado ao EMD.

TABAGISMO

ADESÃO VITREOMACULAR


Uma condição caracterizada pela adesão do vítreo à retina na mácula, que também aumenta o risco de EMD.

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GRAVIDEZ


Em mulheres com Diabetes. Exames detalhados com dilatação da retina devem ser considerados durante a gravidez.

OUTRAS DOENÇAS E O SEDENTARISMO

OUTRAS DOENÇAS E O SEDENTARISMO


Anemia, apneia do sono, genética, consumo frequente de álcool e estilo de vida sedentário.

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RD e EMD raramente têm sintomas visuais nas fases iniciais, mas a perda visual pode se desenvolver muito rapidamente. Converse com o médico e faça exames regulares caso tenha algum dos fatores de risco para EMD. 

Prevenção

Existem diversos procedimentos importantes para reduzir o risco de Edema Macular Diabético, entre eles, fazer exames regulares para verificar os fatores que podem contribuir para o EMD. Adotar uma alimentação saudável e praticar atividade física, por exemplo, são ações que também contribuem para a prevenção. 

Além disso, é recomendado manter o controle dos níveis de açúcar no sangue, pressão arterial e colesterol, seguindo todas as orientações médicas.

Exames

Há vários exames que os especialistas usam para detectar e identificar Retinopatia Diabética e/ou Edema Macular Diabético.

 

Exame de dilatação

Utiliza uma lente de aumento para avaliar a retina e outras estruturas do fundo do olho a fim de encontrar qualquer alteração. Para os pacientes que convivem com Diabetes, este exame deve ser realizado anualmente.

Teste de acuidade visual

Apresenta um gráfico de letras com diferentes tamanhos para medir a visão em uma distância pré-especificada.

Tonometria

Mede a pressão do fluido nos olhos. A pressão aumentada é um possível sinal de glaucoma, problema comum e muito grave se não for detectado e tratado prontamente.

Angiografia fluoresceínica (AF)

Tira fotos dos vasos sanguíneos da retina para que o especialista em retina possa detectar vasos comprometidos. Isso é feito injetando um corante especial no paciente, sendo a substância transportada através da corrente sanguínea para os vasos sanguíneos da retina, ajudando no exame.

Tomografia de coerência óptica (OCT)

Registra imagens tridimensionais e mede a espessura da retina, detectando edema, fluido e outras alterações.

Tratamento

Embora seja importante que pacientes com diabetes controlem os níveis de glicose no sangue, o EMD requer tratamento adicional.

Conheça alguns tratamentos para EMD disponíveis:

 

Tratamentos com agentes antiangiogênicos (anti-VEGF)

Bloqueiam um ou mais fatores que estimulam o crescimento dos vasos e promovem o extravasamento de líquido no olho.
Esses tratamentos têm o objetivo de parar a evolução do EMD em muitos pacientes e, em alguns casos, reverter a perda visual, reduzindo o crescimento de novos vasos sanguíneos, diminuindo o vazamento e evitando o sangramento.

Fotocoagulação a laser focal

Estabiliza a visão usando um laser, com o objetivo de parar o vazamento na retina e mácula.

Vitrectomia

Neste procedimento, o vítreo é removido para melhorar a acuidade visual e manter a anatomia do olho. Essa cirurgia é indicada em alguns casos de sangramento extenso dentro do olho ou quando a mácula está sendo tracionada pelo vítreo.

Terapia com corticosteróides

Esses medicamentos têm o objetivo de reduzir o processo inflamatório causado pela doença.

É essencial falar sempre com um especialista em retina para determinar o tratamento mais adequado para cada caso.

Referências:

1. Adamis AP, Altaweel M, Bresler NM, et al. Ophthalmology. 2006;113(1):23-28. PMID: 16343627 DOI: 10.1016/j.ophtha.2005.10.012.

2. Al-Latayfeh M, Silva PS, Sun JK, Aiello LP. Antiangiogenic therapy for ischemic retinopathies. Cold Spring Harb Perspect Med. 2012;2(6):a006411.

3. American Society of Retina Specialists. What is a retina specialist?

Acesse aqui. Accessed March 12, 2014.

4. The Angiogenesis Foundation. Advocating for improved treatment and outcomes for wet age-related macular degeneration. The Angiogenesis Foundation Web site.

Acesse aqui. Accessed April 2, 2012.

5. The Angiogenesis Foundation. Science of DME Website.

http://www.scienceofdme.org/en. Accessed March 12, 2014.

6. The Angiogenesis Foundation. Science of CRVO Web site.

http://www.scienceofcrvo.org. Accessed March 12, 2014.

7. Autiero M, Luttun A, Tjwa M, Carmeliet P. Placental growth factor and its receptor, vascular endothelial growth factor receptor-1: novel targets for stimulation of ischemic tissue revascularization and inhibition of angiogenic and inflammatory disorders. J Thromb Haemost. 2003;1(7):1356-1370.

8. Boyd SR, Zachary I, Chakravarthy U, et al. Correlation of increased vascular endothelial growth factor with neovascularization and permeability in ischemic central vein occlusion. Arch Ophthalmol. 2002;120(12):1644-1650.

9. Boyer DS, Hopkins JJ, Sorof J, et al. Anti-vascular Endothelial Growth Factor Therapy for Diabetic Macular Edema. Ther Adv Endocrinol Metab. 2013;4(6):151-169.

10. Carmeliet P, Moons L, Luttun A, et al. Synergism between vascular endothelial growth factor and placental growth factor contributes to angiogenesis and plasma extravasation in pathological conditions. Nat Med. 2001;7(5):575-583.

11. The College of Optometrists. What is an optometrist?

Acesse aqui. Accessed March 12, 2014.

12. The Foundation of the American Academy of Ophthalmology. EyecareAmerica What is an ophthalmologist?

Acesse aqui. Accessed March 12, 2014.

13. Kampik A. Management of diabetic macular edema. Retina Today. July/August 2011:64-66.

Acesse aqui. Accessed 10 April 2014.

14. Yamashita H, Eguchi S, Watanabe K, Takeuchi S,Yamashita T, Miura M. Expression of placenta growth factor (PIGF) in ischaemic retinal diseases. Eye (Lond).1999;13(pt 3a):372-374.

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