A Doença Renal do Diabetes (DRD) pode estar associada a cardiopatias

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A Doença Renal do Diabetes (DRD) pode estar associada a cardiopatias

A fibrilação atrial (FA) é uma arritmia cardíaca caracterizada por uma desorganização da atividade elétrica dos átrios (câmaras do coração). Isso resulta em batimentos cardíacos dessincronizados.

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DRD pode estar associada a cardiopatias

A fibrilação atrial (FA) é uma arritmia cardíaca caracterizada por uma desorganização da atividade elétrica dos átrios (câmaras do coração). Isso resulta em batimentos cardíacos dessincronizados.

A FA é a arritmia mais comum na prática clínica, acometendo cerca de 3% da população, principalmente idosos. A FA favorece a formação de coágulos de sangue dentro do coração, que podem ser “bombeados” para fora do órgão e obstruir artérias mais distantes, como as que irrigam o cérebro. Quando essas artérias são obstruídas, temos um acidente vascular cerebral (AVC) – também conhecido como derrame – que pode causar diversas sequelas e até mesmo a morte. Para prevenir que isso ocorra, um dos tratamentos para a FA é o uso de anticoagulantes.

Vários são os fatores de risco para o surgimento da FA: idade, pressão alta, cardiopatias como a insuficiência cardíaca, sedentarismo, obesidade, tabagismo e o diabetes. Alguns dados sugerem que, quando há o comprometimento da função renal por qualquer motivo, inclusive pelo diabetes, o risco de FA aumenta ainda mais. O contrário também é verdadeiro: em pacientes com diabetes, a presença de fibrilação atrial aumenta o risco de doença renal e de outras complicações cardíacas.

Por isso, é importante controlar bem o diabetes e avaliar sua função renal anualmente. Não deixe de fazer o acompanhamento médico com frequência e seguir à risca as suas recomendações. Além do tratamento com medicamentos, mudanças na qualidade de vida (prática de atividades físicas, alimentação balanceada, perda de peso, parar de fumar) apontam para uma redução na recorrência de fibrilação atrial, tornando-se uma das estratégias mais relevantes para o tratamento dessa arritmia cardíaca.

Referências:

1. Cintra FD, Figueiredo MJO. Arq Bras Cardiol. 2021 Jan;116(1):129-139. doi: 10.36660/abc.20200485. 

2. Westreich, R et al. J Thromb Thrombolysis. 2023 Nov 9. doi: 10.1007/s11239-023-02913-8. 

3. Kwon, S et al. Diabetes Care. 2023 Oct 18:dc230931. doi: 10.2337/dc23-0931.

 

PP-UN-CAR-BR-0113-1 | DEZEMBRO 2023

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Rins, olhos e coração - entenda as complicações do diabetes

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Rins, olhos e coração: entenda as complicações do diabetes 

O diabetes é uma condição crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue. Esse aumento pode acontecer devido a defeitos na secreção ou na ação da insulina. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e sua principal função é favorecer a entrada da glicose nas células para gerar energia. Quando acontece a falta da insulina ou defeito na sua ação, ocorre um aumento no nível de glicose no sangue caracterizando a hiperglicemia.  

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O diabetes é uma condição crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue. Esse aumento pode acontecer devido a defeitos na secreção ou na ação da insulina. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, cuja principal função é favorecer a entrada da glicose nas células para gerar energia. Quando acontece a falta da insulina ou defeito na sua ação, ocorre um aumento no nível de glicose no sangue caracterizando a hiperglicemia. 

 

O diabetes é uma condição progressiva que tem grande impacto na saúde de órgãos vitais do nosso corpo. Quando não é bem controlado, pode gerar diversas complicações, que podem ser evitadas ou retardadas com o tratamento adequado. Entre as complicações causadas pelo diabetes estão as doenças cardiovasculares, hipertensão, insuficiência renal, perda de visão e até amputação de membros. 

Veja algumas das complicações que podem ser causadas pelo diabetes:

Rins

Qualquer pessoa com diabetes corre o risco de desenvolver doença renal. Com a exposição prolongada a altos níveis de açúcar e a combinação de outras condições como a hipertensão, os rins vão perdendo a capacidade de filtrar o sangue e de eliminar os resíduos produzidos pelo organismo, como a ureia e creatinina. 

 

A doença nos rins não apresenta sintomas precoces. Apesar de silenciosa, a progressão da doença renal pode levar à necessidade de diálise ou transplante renal, com grande impacto na qualidade de vida. Para se ter uma ideia, mais de 30% dos pacientes em diálise no Brasil possuem diabetes tipo 2. Por esse motivo, é importante fazer acompanhamento médico regular para que os exames adequados sejam solicitados e a saúde renal vigiada de perto.

Diagnóstico

É feito através dos exames de creatinina no sangue e albumina na urina (uma amostra isolada de urina é suficiente). Esses exames devem ser feitos no mínimo uma vez por ano. Quanto mais precoce a detecção da doença, mais rápido o tratamento é iniciado para que se consiga retardar a sua progressão.     

Tratamento

Atualmente existem alguns medicamentos que compõem o tratamento da doença renal do diabetes. Consulte um médico para saber mais. 

   

 

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Lembre-se que controlar adequadamente o açúcar no sangue (glicemia) é o primeiro passo para tratar essas disfunções: siga corretamente a prescrição do seu médico, tenha uma alimentação saudável e pratique exercícios, com orientação profissional. Apenas profissionais devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar medicamentos.  As informações aqui disponíveis possuem apenas caráter educativo.  

Olhos

O Edema Macular Diabético é uma das complicações do diabetes. Essa doença ocorre quando os vasos sanguíneos dos olhos ficam frágeis e vazam ou se rompem, liberando sangue, líquidos e substâncias para as camadas da retina, atingindo a mácula, região responsável pela formação de imagens. 

Quais são os sintomas?

O paciente com Edema Macular Diabético pode não apresentar sintomas no início, sendo muitas vezes diagnosticado apenas no estágio mais avançado. 

Por esse motivo, o acompanhamento periódico é essencial para o diagnóstico precoce. 

Quais os riscos?

O Edema Macular Diabético pode causar danos irreversíveis à visão, levando até mesmo à cegueira. 

Diagnóstico

Os exames realizados para identificar o Edema Macular Diabético são: 

Retinografia

Angiografia

Tomografia de coerência óptica

Mapeamento de retina

EDEMA MACULAR DIABÉTICO

Tratamento

Laser

Medicamentos anti-VEGFs

Corticosteroides

O tratamento pode ser longo e durar vários meses até a estabilização da condição. Durante esse período, é importante seguir o regime recomendado pelo oftalmologista para que ele seja efetivo. 

 
Além do tratamento para o edema macular, é importante manter o controle da glicemia. As consultas regulares ao endocrinologista e ao oftalmologista são as melhores formas de cuidar da visão e prevenir doenças. 

Coração e cérebro

O diabetes altera a capacidade do organismo de processar as gorduras, levando à formação de placas nos vasos sanguíneos, condição conhecida como aterosclerose. Com o entupimento das coronárias, artérias que irrigam o coração, ou das artérias cerebrais, que levam sangue até o cérebro, aumentam bastante as chances de um infarto ou de um acidente vascular cerebral (também conhecido como derrame). 

Diagnóstico

O diagnóstico da aterosclerose é feito por meio de exames laboratoriais que avaliam o perfil lipídico, como, por exemplo, o colesterol. Exames de imagem e teste de esforço (esteira) também podem ser solicitados. 

Tratamento

Tratar adequadamente a hipertensão e o diabetes, ter uma alimentação saudável, parar de fumar, diminuir o sobrepeso e praticar atividade física regular são comportamentos que reduzem o risco para aterosclerose e, seguramente, fazem parte do tratamento dessa doença. Além disso, pode ser necessário utilizar medicamentos. Em todos os casos, o acompanhamento médico é fundamental. 

Dicas para preservar a sua visão e seus rins:

  1. Se você tem diabetes, converse com seu médico sobre como controlar o açúcar no sangue. O alto nível de açúcar danifica os vasos sanguíneos da retina e dos rins. 

  2. Você tem pressão alta, sobrepeso, alta taxa de colesterol? Pergunte ao seu médico sobre maneiras de gerenciar e tratar esses problemas. 

  3. Faça exames oftalmológicos e de função renal anuais. As complicações nesses órgãos podem ser detectadas antes mesmo de você notar qualquer sintoma. 

  4. Se notar alterações na visão em um ou ambos os olhos, consulte um oftalmologista com urgência. 

Referências:

1.O que é Diabetes? Disponível em: <https://www.endocrino.org.br/o-que-e-diabetes>. Acesso em: 5 Out. 2023. 

2. Diabetes Mellitus (Diabetes). Disponível em: <https://www.sbn.org.br/orientacoes-e-tratamentos/doencas-comuns/diabetes-mellitus-diabetes/>. Acesso em: 5 Out. 2023.

3. Diabetes. Disponível em: <https://diabetes.org.br/#diabetes>. Acesso em: 5 Out. 2023.

4. Quais os sintomas do Diabetes? Disponível em: <https://adj.org.br/diabetes/sintomas/>. Acesso em: 5 Out. 2023.

5. Alves, B. / O. / O.-M. Diabetes | Biblioteca Virtual em Saúde Ms. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/diabetes/>.

6. Saiba quais são e como evitar as complicações do Diabetes. Disponível em: <https://adj.org.br/diabetes/complicacoes-do-diabetes/>. Acesso em: 5 Out. 2023.

7. Alves, B. / O. / O.-M. Aterosclerose e Arteriosclerose | Biblioteca Virtual Em Saúde Ms. Disponível em: <https://bvsms.saude. gov.br/aterosclerose-e-arteriosclerose/>.

8. Nih-National Eye Institute. Facts About Diabetic Eye Disease. Disponível em: https://nei.nih.gov/health/diabetic/retinopathy; Último acesso em Setembro de 2019.

9. American Academy Of Ophthalmology. Macular Edema Symptoms. Disponível em: https://www.aao.org/eye-health/diseases/macularedema-symptoms; Último acesso em setembro de 2019.

10. Wong Ty, Et Al. Guidelines On Diabetic Eye Care: The International Council Of Ophthalmology Recommendations For Screening, Follow Up, Referral, And Treatment Based On Resource Settings. Ophthalmology. 2018 Oct;125(10):1608-22.

11. Motta, M. M. Dos S.; Coblentz, J.; Melo, L. G. N. De. Aspectos Atuais Na Fisiopatologia Do Edema Macular Diabético. Revista Brasileira De Oftalmologia, V. 67, N. 1, P. 45–49, Fev. 2008.

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Conheça o exame que detecta doença renal em pacientes com diabetes

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Conheça o exame que detecta doença renal em pacientes com diabetes

A doença renal é uma das complicações mais comuns e graves do diabetes, afetando aproximadamente um terço dos pacientes com a doença. O dano renal pode ocorrer sem sintomas perceptíveis, o que significa que muitos pacientes não são diagnosticados até que a doença esteja em estágio avançado.

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A doença renal é uma das complicações mais comuns e graves do diabetes, afetando aproximadamente um terço dos pacientes com a doença. O dano renal pode ocorrer sem sintomas perceptíveis, o que significa que muitos pacientes não são diagnosticados até que a doença esteja em estágio avançado. No entanto, há um exame importante que pode detectar a doença renal em seus estágios iniciais: o exame de albumina na urina.

O que é o exame de albumina na urina?

O exame de albumina na urina, também conhecido como microalbuminúria, é um teste que mede a quantidade de albumina presente na urina. A albumina é uma proteína produzida pelo fígado, é filtrada pelos rins e normalmente não é detectada na urina em quantidades significativas. No entanto, quando os rins são danificados, a albumina pode vazar para a urina em quantidades aumentadas.

Por que o exame de albumina na urina é importante para pacientes com diabetes?

O exame de albumina na urina é um indicador precoce de doença renal em pacientes com diabetes. A microalbuminúria pode ser detectada quando o dano renal é mínimo e potencialmente reversível. Se a microalbuminúria não for tratada, pode progredir para macroalbuminúria, que é um sinal de dano renal mais grave. A macroalbuminúria aumenta o risco de progressão do dano renal e outras complicações graves.

 

Quando o exame de albumina na urina deve ser realizado?

Recomenda-se que os pacientes com diabetes façam o exame de albumina na urina anualmente a partir do momento em que são diagnosticados com diabetes tipo 2 ou após cinco anos do diagnóstico de diabetes tipo 1. Os pacientes com diabetes tipo 1 que têm menos de cinco anos de diagnóstico também podem ser testados com frequência mais elevada, dependendo da idade de início do diabetes.

 

Como é realizado o exame de albumina na urina?

O exame de albumina na urina é simples e não invasivo. É realizado com uma amostra de urina coletada em um frasco limpo e seco. O paciente pode coletar a amostra de urina em casa ou em um laboratório médico. O resultado do exame de albumina na urina é normalmente expresso como uma relação entre a albumina e a creatinina presentes na urina. Um resultado normal é menor que 30 mg de albumina por grama de creatinina, enquanto um resultado de 30 a 300 mg/g é considerado microalbuminúria e acima de 300 mg/g é considerado macroalbuminúria.

 

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4 em cada 10 pessoas com diabetes desenvolvem doença renal do diabetes 

Como a doença renal em pacientes com diabetes é tratada?

O tratamento da doença renal em pacientes com diabetes envolve o controle adequado desta doença e o gerenciamento da pressão arterial. Os medicamentos necessários para esses fins devem ser avaliados e prescritos por um médico. Além do tratamento medicamentoso, recomenda-se uma dieta saudável e equilibrada, com baixo teor de sódio e gorduras saturadas, bem como a prática regular de atividade física.

Uma dieta com baixo teor de sódio e gorduras saturadas é recomendada aos pacientes com DRD (doença renal do diabetes).

 

Para pacientes com macroalbuminúria, é recomendável que eles sejam encaminhados a um nefrologista para avaliação e possível tratamento adicional, incluindo terapia de diálise ou transplante renal.

 

Em resumo, o exame de albumina na urina é um teste simples e importante que pode detectar a doença renal em seus estágios iniciais em pacientes com diabetes. Por isso, é recomendável que pacientes com diabetes realizem esse exame anualmente, para que as medidas necessárias para diminuir a progressão da doença renal, caso ela seja diagnosticada, seja instituídas precocemente. Com o controle adequado do diabetes e o gerenciamento da pressão arterial, é possível reduzir o risco de complicações renais graves em pacientes com diabetes.

Referências:

1. International Diabetes Federation. IDF Diabetes Atlas. Disponível em: https://diabetesatlas.org/en/r esources/. Global Burden of Disease in Brazil. Disponível em: http://ihmeuw.org/5qex

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Os riscos da suspensão por conta própria da medicação contínua

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Os riscos da suspensão por conta própria da medicação contínua

Você sabia que, em média, apenas 50% dos pacientes com doenças crônicas dão continuidade ao seu tratamento? 

As doenças crônicas são aquelas que têm um curso prolongado e que muitas vezes requerem tratamento por toda a vida, como diabetes e hipertensão.

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Você sabia que, em média, apenas 50% dos pacientes com doenças crônicas dão continuidade ao seu tratamento? 

 

As doenças crônicas são aquelas que têm um curso prolongado e que muitas vezes requerem tratamento por toda a vida, como diabetes e hipertensão .

 

Muitas vezes, quando não se apresentam mais os sintomas da doença, os pacientes acreditam que não precisam mais do medicamento e deixam de usá-lo. Esse é um erro muito comum cometido por portadores de doenças crônicas. 

31%

Dos pacientes não seguem sua primeira prescrição 

50%

Dos pacientes não tomam os seus medicamentos conforme indicado

1/2

Dos pacientes interrompem seus tratamentos mais cedo do que o recomendado

O grande problema é que a suspensão de medicamentos por conta própria pode ser considerado um risco à saúde, uma vez que a falta de adesão ao tratamento está diretamente relacionada a falta de eficácia das medicações e maior frequência de complicações relacionadas a essas doenças. 

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Fique atento! Não deixe de tomar seus medicamentos por conta própria! Procure sempre a orientação do seu médico. 

Referências:

  1. Síntese de evidências para política de saúde: adesão ao tratamento medicamentoso por pacientes portadores de doenças crônicas. Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumo Estratégicos, Departamento de Ciência e Tecnologia. Brasília: Ministério da Saúde, 2016 
  2. Diretrizes para o cuidado das pessoas com doenças crônicas nas redes de atenção à saúde e nas linhas de cuidado prioritárias. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica – Brasília: Ministério da Saúde, 2013 
  3. Fischer MA, Stedman MR, Lii J, et al. Primary medication non-adherence: analysis of 195,930 electronic prescriptions. J Gen Intern Med. 2010; 25 (4): 284-290. doi: 10.1007 / s11606-010-1253-9 
  4. Organisation for Economic Co-operation and Development, 2018. Http://Www.Oecd.Org/Officialdocuments/Publicdisplaydocumentpdf/?Cote=DELSA/HEA/WD/HWP(2018)2&Doclanguage=En. OECD Health Working Paper No. 105 “Investing in medication adherence improve health outcomes and
  5. Brown MT, Bussell JK. Medication adherence: WHO cares?. Mayo Clin Proc. 2011;86(4):304-314. doi:10.4065/mcp.2010.0575 health system efficiency” Adherence to medicines for diabetes, hypertension, and hyperlipidaemia.  

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Tratamento e prevenção
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Diabetes tipo 2 e insuficiência renal: entenda a relação

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Diabetes tipo 2 e insuficiência renal: entenda a relação

O diabetes tipo 2 é uma condição crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Além das complicações já conhecidas, como a neuropatia diabética e retinopatia diabética, o diabetes tipo 2 também pode levar a problemas renais, como a insuficiência renal. Neste artigo, vamos falar sobre a relação entre diabetes tipo 2 e insuficiência renal, e o que pode ser feito para prevenir essa complicação.

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O diabetes tipo 2 é uma condição crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Além das complicações já conhecidas, como a neuropatia diabética e retinopatia diabética, o diabetes tipo 2 também pode levar a problemas renais, como a insuficiência renal. Neste artigo, vamos falar sobre a relação entre diabetes tipo 2 e insuficiência renal, e o que pode ser feito para prevenir essa complicação.

Qual a relação entre insuficiência renal e diabetes tipo 2?​

A insuficiência renal é uma condição em que os rins perdem gradualmente a capacidade de filtrar os resíduos e o excesso de água do sangue, o que pode levar ao acúmulo de toxinas no organismo e a problemas de saúde graves. O diabetes tipo 2 é uma das principais causas de insuficiência renal em todo o mundo, sendo responsável por cerca de 30% dos casos crônicos.

 

​“A relação entre diabetes tipo 2 e insuficiência renal se deve ao fato de que o alto nível de açúcar no sangue pode danificar os vasos sanguíneos dos rins, reduzindo sua capacidade de funcionamento”, explica o médico nefrologista João Albuquerque, especialista em nefropatias. Além disso, o diabetes tipo 2 também pode levar a uma condição chamada doença renal do diabetes, em que os glomérulos renais (estruturas responsáveis pela filtragem do sangue) são danificados. 

 

 

Pancreas e Rins
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4 em cada 10 pessoas com diabetes desenvolvem doença renal do diabetes 

Como prevenir a insuficiência renal?

Felizmente, existem medidas que podem ser tomadas para prevenir a insuficiência renal em pessoas com diabetes tipo 2. A seguir, listamos algumas dicas:​ 

 

  1. Mantenha o nível de açúcar no sangue sob controle. Isso pode ajudar a prevenir danos aos vasos sanguíneos e aos glomérulos renais.​
  2. Controle a pressão arterial: a pressão arterial elevada também pode levar a danos nos vasos sanguíneos dos rins.
  3. Faça exames regulares: exames de creatinina (sangue) e albuminúria (urina) podem ajudar a detectar precocemente a insuficiência renal e permitir que medidas sejam tomadas antes que a doença se agrave.​ 
  4. Adote um estilo de vida saudável: alimentação balanceada e prática regular de exercícios pode ajudar a prevenir o diabetes tipo 2 e suas complicações.
  5. Pergunte ao seu médico sobre medicamentos específicos para evitar a evolução da insuficiência renal em pacientes com diabetes tipo 2.​ 

 

Em resumo, a insuficiência renal é uma complicação grave do diabetes tipo 2, mas que pode ser prevenida com medidas simples ou, uma vez instalada, sua progressão pode ser lentificada com alguns medicamentos. Se você tem diabetes tipo 2, converse com seu médico sobre como manter um bom controle do açúcar no sangue e da pressão arterial, além de realizar exames regulares para detectar precocemente possíveis problemas renais. Adotar um estilo de vida saudável também pode ser uma grande ajuda na prevenção dessas complicações.​ 

Referências:

1 - International Diabetes Federation. IDF Diabetes Atlas. Disponível em: https://diabetesatlas.org/en/r esources/. Global Burden of Disease in Brazil. Disponível em: http://ihmeuw.org/5qex 

2. Pan X, et al. Front Endocrinol 2021; The Burden of Diabetes-Related Chronic Kidney Disease in China from 1990 to 2019. 13:892860. doi: ./fendo  

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Diabetes e os rins

Dicas importantes para ajudar a prevenir a doença renal do diabetes e preservar seus rins.

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Sobre o diabetes

Você sabia que o diabetes é a maior causa de doença crônica nos rins (também chamada de doença renal do diabetes)?

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Sobre a doença renal do diabetes (DRD)

A DRD é uma complicação séria do diabetes e pode levar a danos permanentes nos rins.
A DRD ocorre quando os rins são incapazes de filtrar o sangue adequadamente, resultando em um acúmulo de substâncias prejudiciais em seu corpo.

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Infelizmente, a DRD não apresenta sintomas em seus estágios iniciais, o que pode dificultar o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. Por isso, é fundamental que se conheça os fatores de riscos da Doença Renal. Evitar ou tratar esses fatores é a única forma de prevenção.

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Os principais fatores de risco são a hipertensão arterial, o diabetes e doenças familiares. Porém, obesidade, fumo, uso de medicações nefrotóxicas e outros fatores também podem comprometer a função renal. 

Dicas importantes para ajudar a prevenir a doença renal do diabetes e proteger seus rins

Cuidar da saúde global ajuda a proteger a saúde do rim. As práticas recomendadas incluem:

  • Praticar exercícios físicos regulares;
  • Evitar o excesso de sal, carne vermelha e gorduras;
  • Controle do peso corporal;
  • Controle da pressão arterial;
  • Controle do colesterol e da glicose;
  • Não fumar;
  • Não abusar de bebidas alcoólicas;
  • Consultar regularmente seu médico para que ele avalie a saúde dos seus rins com exames simples de creatinina no sangue e exames de urina;
  • Não fazer uso de medicamentos sem prescrição médica.
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Com o tratamento adequado e as mudanças no estilo de vida, é possível controlar a DRD e prevenir complicações mais graves como diálise e transplante renal. 

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